sábado, 29 de março de 2008

O bom atendimento não tem preço

Finalmente, a Licenciatura está chegando ao fim. Na quinta-feira passada fui ao Colégio de Aplicação da UERJ, participei da reunião inaugural do estágio e me encontrei com a equipe da qual farei parte. Serei estagiário em duas turmas, uma de 5ª série e outra de 8ª. A professora orientadora pediu que os estagiários lessem o livro Capitães da Areia. Ela quer que desenvolvamos uma atividade que aborde personagens, espaço e tempo narrativo do romance. Hoje, sábado, no caminho para o curso de inglês, aproveitei para procurá-lo.

Entrei em um sebo da Sete de Setembro e a vendedora me disse que, apesar de o livro custar R$ 25,00, poderia vendê-lo por R$ 20,00. Como estava atrasado, preferi realizar a compra na volta. Meio-dia, terminada a aula, fui à Siciliano fazer nova pesquisa. Tive esperança de encontrar um exemplar novo por um preço razoável. Procurava, preferencialmente, uma edição da Editora Record, mas, dependendo do valor, compraria uma edição de outra editora.

Dirigi-me à estante de Jorge Amado e encontrei o livro de que precisava por R$ 33,00. Era da Companhia das Letras. Perguntei a um funcionário se ele tinha aquele título de outra editora, ele disse que não e virou as costas. Disse, inclusive, que os exemplares expostos seriam recolhidos em pouco tempo. Graças a meu espírito investigador, continuei minha procura e achei exatamente o que procurava, custava R$ 32,00. Meia-volta. O sebo da Sete de Setembro ganhou.

Cheguei e a vendedora abriu um sorriso. Perguntei-lhe se aceitavam débito automático, visto que não tinha dinheiro vivo. Ela disse que só aceitam Visa e que não poderiam dar desconto para pagamentos em cartão, ou seja, teria que pagar os R$ 25,00 iniciais. Sai da loja e fui a um caixa eletrônico para sacar a grana. No caminho achei que a vendedora não merecia ser prestigiada com minha compra. Débito automático entra direto na conta. Ela perdeu.

Desisti daquela compra e, confiante, continuei a pesquisa. Encontrei outro sebo no mesmo quarteirão do banco. Sabe quanto paguei? R$ 15,00. Minha pirraça foi produtiva. Na porta da loja havia dois funcionários, um rapaz e uma moça. O rapaz me atendeu prontamente e se dirigiu ao estoque para pegar o livro. Outro cliente entrou na loja e perguntou se aquela moça era funcionária do sebo. Ela disse que sim, mas que não adiantava perguntar porque ela não sabia de nada. Quanta sinceridade!

Entreguei uma cédula de 20 e a mui competente funcionária me deu 10 de troco. Em consideração ao bom serviço do rapaz, devolvi os 5 que vieram a mais e a moça me agradeceu com um sorriso. Se não for parente do dono, vai para a rua em breve, porque não é gostosa. O sebo e os clientes vão ganhar.

Existem vagas de trabalho, mas nem todos são profissionais ou querem oferecer seu melhor. O primeiro disse que o produto na prateleira não existia. A segunda achou que eu não merecia desconto por querer pagar com débito automático. Que crime o meu! E por último, mas não menos importante, a auxiliar de vendas e afins tenta presentear clientes com R$ 5,00, dando prejuízo ao caixa. Alguns vendedores têm a cabeça em vários lugares, menos no serviço. É triste, mas real: clientes são tratados de qualquer jeito.

O importante é que agora tenho o livro em mãos e preciso de tempo para lê-lo. Afinal, tempo é dinheiro. Putz! Já estou cansado de falar sobre isso, mas acredito que, se tivesse andado um pouco mais, compraria o livro por R$ 10,00.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A Great Discovery

Human beings have been discovering and creating many things down the ages. First of all it is good to think about the difference between a discovery and an invention. The first one is a thing with previous existence without human interference and the second one is a human knowledge creation. Understanding that it is possible to change the world in which we live was the most important discovery. From that important day on we try doing things to get our lives better.

It is not easy to specify the greatest concrete discovery in the world, because there are many kinds of necessities as healthy, social or safety ones. A very sick person can think the most important thing in the world are the drugs, but a mother who needs to prepare her baby food can think the most important invention is the stove. On the other hand, before the invention of drugs it was necessary to discover the body structure and to understand how it works. So, to invent the stove it was necessary to discover the fire long, long time ago…

Penicillin, informatics, petroleum, electricity and nuclear energy are very important nowadays. We can say their use is essential to modern life, because their combination is extremely useful in many segments. Everyday experts try using their knowledge and the elements above to help us in the most different ways, developing machines, drugs and facilities that use high technology.

Mankind has discovered since the beginning differences from other animals. We can change our lives and transform things. Humans are naturally unsatisfied and it is the secret of evolution. If we were very satisfied with our lifestyle we could not have reasons to progress and develop ways to make them easier. By all means, a little bit of unsatisfaction is profitable to growth.

We will never get a completely satisfaction and our troubles will just change, but never finish. Diseases that have killed thousands and thousands of people today are common and they are not so dangerous, because we have efficient drugs. Unfortunately, new and unknown sicknesses have been increasing and it has been taking our tranquility out. In the course of the years it is a rule: We solve a problem and then another appears. Although it is good to know that some day the solution will be found.

In the beginning God has divided a part of His knowledge with His creatures. We all should believe that we can create and discover almost everything; it depends of time and of studying. However, we do what is possible and God does the impossible, we hope so, because there are some situations far from our capacity. Studying, testing and believing are three things that no one can forget. These are the tripod to great discoveries and inventions.

terça-feira, 11 de março de 2008

O retorno vem de mãos dadas com o tempo e o vento

O conhecimento popular diz que o pior cego é aquele que não quer ver. Considerando esse raciocínio verdadeiro, pode-se concluir que o mundo está repleto de cegos. A cegueira que os atinge é ética e espiritual e não há óculos ou cirurgia que possa revertê-la, a não ser a boa vontade dos poucos que são esclarecidos pelo conhecimento da verdade. E o que seria verdade? Não se sabe, ela é relativa. Cada situação tem a sua, mas não se pode ignorá-la.

O mundo está repleto de exemplos, bons e maus. Será que essas pessoas não conseguem ver outras que estão colhendo os frutos das boas escolhas, ou será que percebem, mas, por causa da insegurança ou por não terem vontade de seguir o exemplo, caminham para lugar nenhum? Uma das piores coisas em um ser humano é a tentativa de transformar o certo em errado e vice-versa. Deve-se ter lucidez para compreender que as coisas são como são. O fato de alguém fazer algo não faz disso algo correto. Adultos lúcidos fazem escolhas. Quem escolhe algo errado deve ter a dignidade de assumir: “Isso não me trará benefícios, mas quero assim e não me preocupo com eventuais prejuízos!”

É difícil compreender as coisas do mundo, muito mais difícil é compreender o que se passa dentro de cada um. Precisamos parar de colocar a culpa de nossos problemas em fontes externas e aceitar que somos os maiores responsáveis pelo que acontece conosco. Não podemos culpar a Matemática porque não a compreendemos. Ela é o que é. O problema é nosso que não a entendemos.

Conheço pessoas que se queixam de tudo. Queixam-se do clima, da religião, da política e do comportamento dos outros, de Deus e do diabo, mas o que é que esses reclamões oferecem ao mundo ou fazem para transformá-lo? Nada. Pelo contrário, ainda ajudam a estragar o que já está ruim. Para transformar o mundo precisamos começar por nós mesmos. Não digo que há pessoas dignas de pena, mas que há comportamentos dignos de pena. Nunca entendo o motivo de se tapar o sol com a peneira. Somente após a aceitação do problema é que a solução aparece, ou melhor, aparece não, é desenvolvida por nós.

Infelizmente, esse tipo de gente acredita ter um enorme bom senso e ainda se sente conselheiro e orientador de pessoas ainda mais tontas. Não me falem nada porque não vou ouvir. E, se ouvir, não vou fazer. E, se fizer, não vou fazer igual. E, se fizer igual, podem me dar uma surra e me trancar em um casa de loucos. São cegos guiando cegos, por isso ambos cairão no abismo. Riam ou façam cara feia, não importa. A lei mais patente do mundo se chama Retorno. Colhe-se o que foi plantado e disso não se pode fugir; é uma questão de tempo. Não existe castigo, o que existe é retorno, e o tempo se encarregará de trazê-lo com o eficaz movimento dos ventos.

Outra coisa triste é a inveja que essa gente tem na vida dos outros. Porque a vida deles é uma bagunça, tentam infernizar a vida de quem esbanja felicidade. Fiquem para trás invejosos, negativos e pessimistas porque o santo manto de Jesus cobre os fiéis com proteção. Engulam a língua, vazem os olhos ou furem os tímpanos, mas não usem esses órgãos no cuidado com a vida do próximo; tudo volta proporcionalmente... Eles não precisam de castigo, mesmo que eu quisesse ou que existisse, eles já têm a vida que levam e isso é o bastante.

“... E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará...” S. João 8:32