A ansiedade e a mania de controlar a vida são duas companheiras que caminham juntas. A primeira faz com que eu corra atrás de algo como se sempre fosse o último trem que vai passando, e a segunda me dá a ilusão de poder parar esse trem a qualquer momento.
A ansiedade quer que eu entre no trem, qualquer trem, mesmo que eu desconheça o destino. Ela me inebria. Mostra-me um trem com velocidade constante, seguindo seu rumo sobre trilhos novos e brilhantes. Os passageiros aparecem felizes e, com seus convidativos sorrisos, dizem-me: “Vem!”. A fumaça que sai da locomotiva é sempre branca, e o maquinista não se preocupa com a lotação, porque lá cabem todos.
Dentro do trem só há alegrias, e já não me preocupo em descobrir seu destino. Tudo lá é bom e me embriaga. Sento-me à janela e vejo o verde das àrvores floridas que ficam para trás, prometendo seus frutos. Ouço vozes de crianças, que cantam e fazem planos, porque acreditam no impossível, assim como os adultos deveriam ser. Sem paradas, o trem avança rumo a seu destino.
Enquanto me distraía com a paisagem lá de fora, alguém se sentou ao me lado sem que eu percebesse. Por curiosidade, olhei por trás do jornal que meu novo companheiro de viagem lia e me surpreendi quando percebi que era eu mesmo. Era eu, mas não era eu. Era eu outro. Isso aí, era outro.
O outro ficou calado por um bom tempo, até que resolvi puxar conversa. O outro fechou o jornal, mas continuou marcando a página com o dedo. Acho que pretendia continuar lendo. Eu sabia que o trem não havia parado em nenhuma estação. Deduzi que o eu outro estava em outro vagão entretido com sua leitura, sem ter visto o que vi pela janela ou ter atentado para as músicas e sorrisos. Resolvi contar-lhe tudo o que tinha visto.
Após contar-lhe tudo, percebi que o outro era meio ácido, não ligava para nada daquilo que eu havia contado ou que estava acontecendo naquele trem. Achei melhor cortar o papo e concentrei-me na viagem. O outro começou a folhear seu periódico e olhava admirado para as fotos das reportagens. Esboçava um sorriso quando via as fotos de àrvores cultivadas em belos campos e, em volta delas, pessoas fazendo piquenique.
No começo, não entendi o motivo de alguém ver as fotos do jornal, se era possível olhar tudo pela janela. A felicidade das fotos estava viva no trem, mas, para isso, era necessário que se prestasse atenção. Não entendi porque o outro havia entrado naquele trem se não gostava daquela atmosfera. Só então compreendi que ele não olhava para as fotos do jornal por opção, mas por receio de se envolver com o ambiente do trem. Tinha medo de ser contagiado com aquela alegria e precisar descer, quando chegasse ao destino.
Quando voltei de meus pensamentos, o outro já não estava sentado ao meu lado. Cocei os olhos e quem já não estava no trem era eu. Eis que me vejo sentado no banco de uma estação. Agora sou em quem segura o jornal, que está dobrado e em baixo do braço. Aguardo um trem que virá, talvez não seja o próximo. Não sei se o mesmo de meus pensamentos, mas quero embarcar. Sei que não será o último, quero apostar.
Entendi que dentro do trem posso me sentar à janela e ver belos campos, como posso me sentar ao corredor e abrir um jornal. Às vezes, posso até levantar-me e ocupar o lugar do maquinista, por certo tempo, não sempre. E, aí, sim, poderei parar o trem quando desejar. Na verdade, almejar o controle do trem dá mais trabalho e é arriscado. É melhor voltar para um dos vagões e me adaptar ao que acontece. Quando os atrativos externos forem maiores, eu olho para fora. Quando o trem passar por lugares pouco atrativos, prestarei atenção no que acontece em seu interior. Em último caso, abrirei um jornal, talvez uma revista, e esperarei o quadro mudar.
A esperança deve ser o trilho que conduz ao destino, ainda que incerto. O medo deve ser a fumaça que sai da chaminé, aparece e some. Posso ouvir o som do trem se aproximando e tento enxergar seu destino. Se tudo der certo, eu embarco...
domingo, 22 de março de 2009
Amor, cachorro-quente e ódio: nem sempre nessa ordem
Dentre tantas relações conflituosas que tenho vivido, apresento-lhe a que maior relação tem com minhas necessidades gastronômicas, se é que merece esse nome bonito. Tenho vivido um sentimento de amor e ódio pela tia do cachorro quente. Tudo bem, sei que essa relação é de mais ódio e menos amor, mas nunca se deve demonstrar esse tipo de sentimento por quem prepara nossa comida. Coisas maravilhosas e terríveis podem sair da mesma cozinha, tudo depende de seu grau de amizade com quem cozinha.
Na Rua do Riachuelo há várias barracas e carrocinhas de lanches, dentre os quais o que mais atrai meu paladar é o cachorro-quente. A higiene no armazenamento dos ingredientes e no preparo dos lanches é quase nula. Mas, como dizem: “quem quer ter luxo, vai ao restaurante fino”.
Canso de ver ambulantes chegarem aos pontos habituais de venda por volta das 17 horas, com grandes pacotes de pão, potes com salsicha, hambúrguer, tomate, cebola e tudo o mais que a receita do molho pedir. Tudo bem que picar cebola não é a melhor das atividades para quem cozinha, mas ver os ambulantes picando os itens do molho tem o poder de levar qualquer cristão às lágrimas, e não é por causa do cheiro da cebola...
Qualquer lugar é lugar para estacionarem carrocinhas. Desde que fique em um lugar movimentado, não importa se é em cima de um bueiro ou perto de latões de lixo. Carrocinha no lugar e mãos à obra. Cortam-se pães, picam-se tomates e cebolas, abrem-se latas de milho e de ervilha. Tudo é manuseado com a maior velocidade possível e com a limpeza que der.
Talvez o que faça o cachorro-quente da rua ser mais saboroso que o caseiro seja esse misto de ingredientes, encontrados apenas naquelas calçadas. Poeira, fumaça de automóveis e talvez alguns fios de cabelo, não muitos. Seria muito pessimismo pensar que todos os lanches estejam impregnados pelos brindes supracitados, isso pode acontecer com um ou outro.
Mesmo tendo consciência de tudo isso, não resisto a um bom cachorro-quente, por isso, após inspecionar visualmente algumas carrocinhas de lanches, elegi a da tia da esquina das ruas do Riachuelo e Gomes Freire como a predileta. Aparentemente a carrocinha é limpinha e está sempre arrumada. As panelas são pequenas porque a dona leva pouca quantidade para a rua, consequentemente, nada deve sobrar para o outro dia, evitando os problemas com o armazenamento de alimentos prontos.
O nome da tia é tia mesmo e o meu nome, para ela, é meu querido, meu bem, filho, moço, etc., depende da quantidade de álcool que a tia tiver bebido, visto que ela trabalha molhando o bico. Não me importa que ela beba em serviço, afinal, ela é dona de seu próprio negócio, só não gosto quando ela se atrapalha com o cigarro, com a latinha de Skol e com o dinheiro. Ela acaba esquecendo qual é a mão que está segurando o quê e segura tudo com as duas. Ainda não é isso que me aborrece.
Sempre que chego, a cumprimento e peço um cachorro-quente de salsicha completo para viagem, viro para o lado e acabo me distraindo com o movimento da rua. Prefiro levar para casa e comer com calma. Não pense que dou mais trabalho, porque a diferença é que o para viagem é colocado em uma sacolinha plástica. A tia, muito ágil, começa a preparar o lanche. “Salsicha, né?!”, ela pergunta. Com um sorriso digo que sim. A partir daí sei que ela vai fazer um inferno em minha cabeça com uma série de perguntas que não servem para nada.
Qual será a parte que ela não entende? Já tentei falar cachorro-quente de salsicha completo e cachorro-quente completo de salsicha, mas não adiantou. Não conheço outra combinação possível. Agora não dá mais, a dificuldade de entender é dela. Tal qual o alcoólatra, que não pode dar o primeiro gole, a tia não pode fazer a primeira pergunta que desembesta com várias outras.
Já pensei que isso pode ser uma tática para economizar ingredientes. Se o cliente diz que quer um completo e ela não diz o que tem para colocar, ela acaba usando todos os ingredientes. Mas se ela diz item por item, ainda resta a esperança de o cliente repensar seu desejo e rejeitar algo.
— Molho de cebola, tomate e pimentão?
— Sim.
— Ovinho de codorna e azeitona?
— Por favor.
— Batata palha?
— Quero.
— Catchup, mostarda e maionese?
— Hum, hum.
— Os três?
— Isso...
A essa altura já estou sem saco. Não é possível, é muita falta de atenção comigo e excesso de atenção na pessoa ao lado, que nunca é cliente. Todas as vezes em que cheguei lá, ela estava conversando com alguém: um senhor, uma mulher com um menino ou uma mulher sozinha. Que gente à-toa para atrapalhar! E o pior é que sempre chego no auge do papo e por isso a tia não consegue prestar atenção em meu pedido. Ou paro de comer lá ou enxoto essa gente que conversa com ela. Das duas, uma.
Nunca fiz um pedido difícil, a não ser o último do qual ainda me arrependo. Sábado passado em especial, não estava com a barriga muito boa, por isso pedi que ela não colocasse em meu cachorro-quente ovo de codorna ou azeitona, a eterna culpada da indigestão. Acreditando na teoria do “economizar ingredientes”, nem me preocupei. Quando penso que não ela começa.
— Molho de cebola, tomate e pimentão?
— Sim.
— Batata palha?
— Quero.
— Catchup, mostarda e maionese?
— Hum, hum.
Enfim o lanche está pronto. Pensei que estaria livre das perguntas e pronto para matar a fome. Paguei, peguei o troco e, excepcionalmente, dei a primeira mordida ali mesmo. Adivinhe o que consegui achar de primeira? O ovo de codorna e a azeitona. Ela não perguntou e colocou assim mesmo. Esqueceu-se de perguntar porque estava entretida com o papo. Desisti de comprar nela, mas, como não consigo desistir do cachorro-quente, continuo comprando. A tia é como é (uma perguntona) eu é que preciso me adaptar. Vamos ver qual será a próxima.
Na Rua do Riachuelo há várias barracas e carrocinhas de lanches, dentre os quais o que mais atrai meu paladar é o cachorro-quente. A higiene no armazenamento dos ingredientes e no preparo dos lanches é quase nula. Mas, como dizem: “quem quer ter luxo, vai ao restaurante fino”.
Canso de ver ambulantes chegarem aos pontos habituais de venda por volta das 17 horas, com grandes pacotes de pão, potes com salsicha, hambúrguer, tomate, cebola e tudo o mais que a receita do molho pedir. Tudo bem que picar cebola não é a melhor das atividades para quem cozinha, mas ver os ambulantes picando os itens do molho tem o poder de levar qualquer cristão às lágrimas, e não é por causa do cheiro da cebola...
Qualquer lugar é lugar para estacionarem carrocinhas. Desde que fique em um lugar movimentado, não importa se é em cima de um bueiro ou perto de latões de lixo. Carrocinha no lugar e mãos à obra. Cortam-se pães, picam-se tomates e cebolas, abrem-se latas de milho e de ervilha. Tudo é manuseado com a maior velocidade possível e com a limpeza que der.
Talvez o que faça o cachorro-quente da rua ser mais saboroso que o caseiro seja esse misto de ingredientes, encontrados apenas naquelas calçadas. Poeira, fumaça de automóveis e talvez alguns fios de cabelo, não muitos. Seria muito pessimismo pensar que todos os lanches estejam impregnados pelos brindes supracitados, isso pode acontecer com um ou outro.
Mesmo tendo consciência de tudo isso, não resisto a um bom cachorro-quente, por isso, após inspecionar visualmente algumas carrocinhas de lanches, elegi a da tia da esquina das ruas do Riachuelo e Gomes Freire como a predileta. Aparentemente a carrocinha é limpinha e está sempre arrumada. As panelas são pequenas porque a dona leva pouca quantidade para a rua, consequentemente, nada deve sobrar para o outro dia, evitando os problemas com o armazenamento de alimentos prontos.
O nome da tia é tia mesmo e o meu nome, para ela, é meu querido, meu bem, filho, moço, etc., depende da quantidade de álcool que a tia tiver bebido, visto que ela trabalha molhando o bico. Não me importa que ela beba em serviço, afinal, ela é dona de seu próprio negócio, só não gosto quando ela se atrapalha com o cigarro, com a latinha de Skol e com o dinheiro. Ela acaba esquecendo qual é a mão que está segurando o quê e segura tudo com as duas. Ainda não é isso que me aborrece.
Sempre que chego, a cumprimento e peço um cachorro-quente de salsicha completo para viagem, viro para o lado e acabo me distraindo com o movimento da rua. Prefiro levar para casa e comer com calma. Não pense que dou mais trabalho, porque a diferença é que o para viagem é colocado em uma sacolinha plástica. A tia, muito ágil, começa a preparar o lanche. “Salsicha, né?!”, ela pergunta. Com um sorriso digo que sim. A partir daí sei que ela vai fazer um inferno em minha cabeça com uma série de perguntas que não servem para nada.
Qual será a parte que ela não entende? Já tentei falar cachorro-quente de salsicha completo e cachorro-quente completo de salsicha, mas não adiantou. Não conheço outra combinação possível. Agora não dá mais, a dificuldade de entender é dela. Tal qual o alcoólatra, que não pode dar o primeiro gole, a tia não pode fazer a primeira pergunta que desembesta com várias outras.
Já pensei que isso pode ser uma tática para economizar ingredientes. Se o cliente diz que quer um completo e ela não diz o que tem para colocar, ela acaba usando todos os ingredientes. Mas se ela diz item por item, ainda resta a esperança de o cliente repensar seu desejo e rejeitar algo.
— Molho de cebola, tomate e pimentão?
— Sim.
— Ovinho de codorna e azeitona?
— Por favor.
— Batata palha?
— Quero.
— Catchup, mostarda e maionese?
— Hum, hum.
— Os três?
— Isso...
A essa altura já estou sem saco. Não é possível, é muita falta de atenção comigo e excesso de atenção na pessoa ao lado, que nunca é cliente. Todas as vezes em que cheguei lá, ela estava conversando com alguém: um senhor, uma mulher com um menino ou uma mulher sozinha. Que gente à-toa para atrapalhar! E o pior é que sempre chego no auge do papo e por isso a tia não consegue prestar atenção em meu pedido. Ou paro de comer lá ou enxoto essa gente que conversa com ela. Das duas, uma.
Nunca fiz um pedido difícil, a não ser o último do qual ainda me arrependo. Sábado passado em especial, não estava com a barriga muito boa, por isso pedi que ela não colocasse em meu cachorro-quente ovo de codorna ou azeitona, a eterna culpada da indigestão. Acreditando na teoria do “economizar ingredientes”, nem me preocupei. Quando penso que não ela começa.
— Molho de cebola, tomate e pimentão?
— Sim.
— Batata palha?
— Quero.
— Catchup, mostarda e maionese?
— Hum, hum.
Enfim o lanche está pronto. Pensei que estaria livre das perguntas e pronto para matar a fome. Paguei, peguei o troco e, excepcionalmente, dei a primeira mordida ali mesmo. Adivinhe o que consegui achar de primeira? O ovo de codorna e a azeitona. Ela não perguntou e colocou assim mesmo. Esqueceu-se de perguntar porque estava entretida com o papo. Desisti de comprar nela, mas, como não consigo desistir do cachorro-quente, continuo comprando. A tia é como é (uma perguntona) eu é que preciso me adaptar. Vamos ver qual será a próxima.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A maior caridade do mundo
Hoje pela manhã recebi mais um daqueles e-mails que supõem apresentar a informação mais importante de nossa existência. Nem sempre tenho paciência para lê-los, mas, como fora enviado por um grande amigo da faculdade, achei que poderia ser interessante. O e-mail tinha “A vida de um bilionário” como título e falava sobre a vida de Warren Edward Buffet, um norte-americano com fortuna estimada em 62 bilhões de dólares, considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes em 2008.
Warren Buffett nasceu no estado de Nebraska em 1930. É filho de Howard Buffett, corretor da bolsa e membro do Congresso americano, e neto de comerciantes. Estudou na Universidade da Califórnia e é mestre em Economia pela Escola de Negócios de Colúmbia. Apesar de sua fortuna e do faro para os negócios, Buffet é conhecido por sua vida relativamente simples e por sua grande generosidade. Ele vive na mesma casa que comprou por 31.500 dólares em 1958, em um bairro de Omaha, embora possua uma mansão na Califórnia.
Quando questionado sobre o destino de sua fortuna, disse que deixaria para os três filhos apenas o suficiente para que fizessem o que quisessem, mas não muito, a ponto de não precisarem fazer nada. Em meados de 2006, Buffet comprometeu-se a doar 85% de sua riqueza para a Fundação Bill e Melinda Gates, que é a maior fundação de caridade do mundo. Criada em 2000, com sede em Washington, tem como objetivo a melhoria da condição de vida e a luta contra a pobreza.
O gesto de desprendimento do mui generoso investidor ficou conhecido como o maior ato de caridade de todos os tempos. Sem dúvida é uma louvável atitude que, se bem administrada, pode beneficiar muitas pessoas. Entretanto, os 15% restantes equivalem a uma invejável fortuna. Nem o filantropo, nem seus filhos e netos passarão dificuldades financeiras por terem perdido o valor da doação. Essa história fez-me lembrar de uma outra mais antiga que fala sobre uma viúva que não doou 85%, mas 100% do que tinha.
Acredito que a história bíblica da viúva pobre seja do conhecimento de muitos. Apesar de sua antigüidade, ela é uma boa reflexão sobre a generosidade e o desprendimento.
“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.
Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.
E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
Porque todos ali deitaram do que lhes sobrava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.” (Evangelho de S. Marcos, capítulo 12, versos 41 – 44).
Em hipótese alguma quero desmerecer o gesto de Buffett, mas, diferentemente do que aconteceu com a viúva citada nas passagens bíblicas, ele não deu tudo o que tinha, mas uma parte que não lhe faria grande falta e não seria imprescindível para seu sustento.
O americano fez o que poucos fariam, mas seguiu a lógica da maioria: não damos aos outros as coisas de que precisamos. Damos o que não queremos mais e o que está sobrando. Isso pode ser comprovado, por exemplo, em bazares que vendem objetos cuja renda seja revertida para os pobres. Encontramos roupas queimadas, manchadas ou sem botão; sapatos com solado ruim e sem cadarços; quadros e móveis danificados, livros obsoletos, etc.
Iludimo-nos ao pensar que aquilo não serve para nós, mas pode ser utilíssimo para outras pessoas. Massageamos nossa consciência e entulhamos a casa de quem, talvez, tenha sido mais generoso que nós, comprando algo que não servirá para nada. Nossa lógica/mesquinhez funciona mais rapidamente quando sabemos que o abjeto usado irá diretamente para um necessitado. Como diz o velho ditado: “A cavalo dado não se olham os dentes”... O raciocínio mais ético e religioso deveria ser o seguinte: não se dá aos outros o que não gostaríamos de receber.
Certa vez ouvi uma atriz dizer que seu guarda-roupa sempre tem o mesmo número de peças. Ela tira uma peça antiga equivalente toda vez que compra uma bolsa, camisa ou sapato e dá para alguém mais pobre. Devemos tomar cuidado para que nossa generosidade não seja instrumento de propaganda pessoal. “Que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez...”.
Realmente é muito difícil abrir mão daquilo que nos é necessário para dar a alguém. Reconheço que faço parte dos que estão mais preocupados com seu bem-estar e depois, dependendo das conveniências, com o do próximo. A caridade não pode ser associada ao orgulho ou à obrigação, tampouco deve ser medida pela quantidade de reais ou dólares que se dá, mas pela boa intensão e pela qualidade.
No mundo moderno em que a individualidade destrói o que é coletivo, atitudes como a de Warren Buffett são louvabilíssimas e merecem ser repetidas, mas, dentre as histórias conhecidas relacionadas ao tema caridade, a que fala mais forte ao meu coração é a da viúva pobre, que era rica porque teve o desprendimento de dar suas últimas duas moedas.
Não poupemos o que podemos doar ao próximo e que possa ser útil, sejam socorros financeiros, sentimentais ou espirituais, dos quais os últimos não têm preço.
Warren Buffett nasceu no estado de Nebraska em 1930. É filho de Howard Buffett, corretor da bolsa e membro do Congresso americano, e neto de comerciantes. Estudou na Universidade da Califórnia e é mestre em Economia pela Escola de Negócios de Colúmbia. Apesar de sua fortuna e do faro para os negócios, Buffet é conhecido por sua vida relativamente simples e por sua grande generosidade. Ele vive na mesma casa que comprou por 31.500 dólares em 1958, em um bairro de Omaha, embora possua uma mansão na Califórnia.
Quando questionado sobre o destino de sua fortuna, disse que deixaria para os três filhos apenas o suficiente para que fizessem o que quisessem, mas não muito, a ponto de não precisarem fazer nada. Em meados de 2006, Buffet comprometeu-se a doar 85% de sua riqueza para a Fundação Bill e Melinda Gates, que é a maior fundação de caridade do mundo. Criada em 2000, com sede em Washington, tem como objetivo a melhoria da condição de vida e a luta contra a pobreza.
O gesto de desprendimento do mui generoso investidor ficou conhecido como o maior ato de caridade de todos os tempos. Sem dúvida é uma louvável atitude que, se bem administrada, pode beneficiar muitas pessoas. Entretanto, os 15% restantes equivalem a uma invejável fortuna. Nem o filantropo, nem seus filhos e netos passarão dificuldades financeiras por terem perdido o valor da doação. Essa história fez-me lembrar de uma outra mais antiga que fala sobre uma viúva que não doou 85%, mas 100% do que tinha.
Acredito que a história bíblica da viúva pobre seja do conhecimento de muitos. Apesar de sua antigüidade, ela é uma boa reflexão sobre a generosidade e o desprendimento.
“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.
Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.
E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
Porque todos ali deitaram do que lhes sobrava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.” (Evangelho de S. Marcos, capítulo 12, versos 41 – 44).
Em hipótese alguma quero desmerecer o gesto de Buffett, mas, diferentemente do que aconteceu com a viúva citada nas passagens bíblicas, ele não deu tudo o que tinha, mas uma parte que não lhe faria grande falta e não seria imprescindível para seu sustento.
O americano fez o que poucos fariam, mas seguiu a lógica da maioria: não damos aos outros as coisas de que precisamos. Damos o que não queremos mais e o que está sobrando. Isso pode ser comprovado, por exemplo, em bazares que vendem objetos cuja renda seja revertida para os pobres. Encontramos roupas queimadas, manchadas ou sem botão; sapatos com solado ruim e sem cadarços; quadros e móveis danificados, livros obsoletos, etc.
Iludimo-nos ao pensar que aquilo não serve para nós, mas pode ser utilíssimo para outras pessoas. Massageamos nossa consciência e entulhamos a casa de quem, talvez, tenha sido mais generoso que nós, comprando algo que não servirá para nada. Nossa lógica/mesquinhez funciona mais rapidamente quando sabemos que o abjeto usado irá diretamente para um necessitado. Como diz o velho ditado: “A cavalo dado não se olham os dentes”... O raciocínio mais ético e religioso deveria ser o seguinte: não se dá aos outros o que não gostaríamos de receber.
Certa vez ouvi uma atriz dizer que seu guarda-roupa sempre tem o mesmo número de peças. Ela tira uma peça antiga equivalente toda vez que compra uma bolsa, camisa ou sapato e dá para alguém mais pobre. Devemos tomar cuidado para que nossa generosidade não seja instrumento de propaganda pessoal. “Que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez...”.
Realmente é muito difícil abrir mão daquilo que nos é necessário para dar a alguém. Reconheço que faço parte dos que estão mais preocupados com seu bem-estar e depois, dependendo das conveniências, com o do próximo. A caridade não pode ser associada ao orgulho ou à obrigação, tampouco deve ser medida pela quantidade de reais ou dólares que se dá, mas pela boa intensão e pela qualidade.
No mundo moderno em que a individualidade destrói o que é coletivo, atitudes como a de Warren Buffett são louvabilíssimas e merecem ser repetidas, mas, dentre as histórias conhecidas relacionadas ao tema caridade, a que fala mais forte ao meu coração é a da viúva pobre, que era rica porque teve o desprendimento de dar suas últimas duas moedas.
Não poupemos o que podemos doar ao próximo e que possa ser útil, sejam socorros financeiros, sentimentais ou espirituais, dos quais os últimos não têm preço.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Loyalty
Everybody knows today it’s not easy finding a loyal person. When I claim this I know I am one of those that sometimes forgets loyalty and does what is more convenient to oneself. Nowadays loyalty is almost old-fashioned. Friends, relatives, couples and many other people have not been loyal and say “Nobody is faithful too!”
I really don’t know when these terrible feeling that is a kind of vengeance started. Why do human beings stop doing good things because of comparison? If somebody is unfaithful others cannot be guilty, it’s a personal option. We must be responsible of our choices, because in all situations we have two ways, the good and the bad one.
Our generation hasn’t cultivated good social values. Collectivity hasn’t been as important as it should. Our compromise is with our own business, there is no time to think about other people’s opinion. It is not good because in few time all society is prejudiced. The solution to the problems is more important than the guiltiness.
Fortunately, there is a solution to this problem. Each person must understand he or she is important to collectivity and their attitude can cause a domino effect. To change the world we should start inside ourselves. Then we will change our family and then our neighborhood and so on. The world and our minds change step by step, that is it.
The compromise with the truth is probably one of the secrets of happiness. We all must be faithful and show it to get the trust of others. People who live together with us have to see the difference and perhaps reproduce it. If we don’t know a person to give us the example, we must be this person who gives the example to others.
I really don’t know when these terrible feeling that is a kind of vengeance started. Why do human beings stop doing good things because of comparison? If somebody is unfaithful others cannot be guilty, it’s a personal option. We must be responsible of our choices, because in all situations we have two ways, the good and the bad one.
Our generation hasn’t cultivated good social values. Collectivity hasn’t been as important as it should. Our compromise is with our own business, there is no time to think about other people’s opinion. It is not good because in few time all society is prejudiced. The solution to the problems is more important than the guiltiness.
Fortunately, there is a solution to this problem. Each person must understand he or she is important to collectivity and their attitude can cause a domino effect. To change the world we should start inside ourselves. Then we will change our family and then our neighborhood and so on. The world and our minds change step by step, that is it.
The compromise with the truth is probably one of the secrets of happiness. We all must be faithful and show it to get the trust of others. People who live together with us have to see the difference and perhaps reproduce it. If we don’t know a person to give us the example, we must be this person who gives the example to others.
Culture and superstition
Maybe you are not superstitious, but I am sure you know superstitious people and their funny habits. They are careful and do not break mirrors, do not throw salt on the floor not even keep the wardrobe doors opened. If somebody does one of these things, a bad destiny will wait for him or her. Culture and superstition are two connected things, the second one teaches informally by the fear.
A lot of superstitions were born many times ago, in time in which people did not have access to information. People were not interested in instructing by knowledge, perhaps because they did not want or because they did not know how to do it. Therefore, the easier way to persuade a person to do or not to do something was telling stories of fear, bad luck and death.
These same superstitious are known in the middle of any society, but the oldest people are those who believe them more. Nowadays we are not used to believing in superficial and unproved stories. Really in our day we do not believe in anything, neither good nor bad things. Today people must explain very well what they are talking about to find who believes in the request.
In the past mirrors were very expensive, so, for people to be careful, they created the story about seven years of bad luck. Salt was expensive too. People invented those stories to avoid wastefulness. In Brazil, there is a superstitious about mango and milk. They say we should not eat mango and drink milk at the same time because it can cause gastrointestinal problems, but the real reason is very different.
Before 1889, when there was slavery in our country, the slaves had free access to the born fruit on the farms. Slaves ate only cheap food and fruits were some of them. If same slave that fed cows tried to drink some milk, he would remember the story about gastrointestinal problems. As you can see, a lie repeated many times becomes truth. Milk was expensive and the farmers did not want to say to his slaves it would not be profitable if they drunk all the milk of the farm.
I do not believe in superstitions and I usually try to understand the origin of them to instruct others. Superstition and fear are a kind of jail whose key is the knowledge. Nobody should live without a personal view of the world. We have to think twice before consider a new information. We must not give power to fear neither to others cause us troubles.
A lot of superstitions were born many times ago, in time in which people did not have access to information. People were not interested in instructing by knowledge, perhaps because they did not want or because they did not know how to do it. Therefore, the easier way to persuade a person to do or not to do something was telling stories of fear, bad luck and death.
These same superstitious are known in the middle of any society, but the oldest people are those who believe them more. Nowadays we are not used to believing in superficial and unproved stories. Really in our day we do not believe in anything, neither good nor bad things. Today people must explain very well what they are talking about to find who believes in the request.
In the past mirrors were very expensive, so, for people to be careful, they created the story about seven years of bad luck. Salt was expensive too. People invented those stories to avoid wastefulness. In Brazil, there is a superstitious about mango and milk. They say we should not eat mango and drink milk at the same time because it can cause gastrointestinal problems, but the real reason is very different.
Before 1889, when there was slavery in our country, the slaves had free access to the born fruit on the farms. Slaves ate only cheap food and fruits were some of them. If same slave that fed cows tried to drink some milk, he would remember the story about gastrointestinal problems. As you can see, a lie repeated many times becomes truth. Milk was expensive and the farmers did not want to say to his slaves it would not be profitable if they drunk all the milk of the farm.
I do not believe in superstitions and I usually try to understand the origin of them to instruct others. Superstition and fear are a kind of jail whose key is the knowledge. Nobody should live without a personal view of the world. We have to think twice before consider a new information. We must not give power to fear neither to others cause us troubles.
Marcadores:
Culture,
good luck.,
superstition
domingo, 1 de junho de 2008
Desenvolvimento sustentável e/ou preservação da natureza
Ultimamente, fala-se muito em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. Isto pode ser ouvido nos noticiários, nas campanhas publicitárias de grandes empresas, no discurso de Organizações Não-Governamentais e em muitos outros lugares. Esse discurso politicamente correto nem sempre é transformado em ações que realmente mudem o comportamento da sociedade e garantam a qualidade de vida na Terra.
Por meio deste texto, tenta-se descrever os conceitos de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável e sugerir estratégias que toda a sociedade pode adotar para, em conjunto, reverter o quadro de destruição do planeta e o comprometimento da qualidade de vida das gerações futuras.
A busca por desenvolvimento, poder e bem-estar não pode deixar de lado a relação de dependência que se tem com o planeta, que é a grande casa da humanidade. A Terra é viva e possui seus próprios ciclos de regeneração. Por mais que a tecnologia se desenvolva e que o conceito de certo e errado se transforme, não se pode alterar o que foi criado pela natureza. O consumismo desenfreado e o desejo de acumular riquezas não podem ser uma justificativa para a utilização mal planejada dos recursos naturais e destruição daquilo que não foi construído por mãos humanas.
Salvar o planeta é dever de todos, governos, empresários e cidadãos. Não se deve esperar que o outro comece as mudanças, mas cada um deve fazer aquilo que é esperado de quem realmente se preocupa com o futuro de toda a sociedade
Pode-se compreender desenvolvimento sustentável como um modelo econômico que consiga unir riqueza, bem-estar social e ações que visem à preservação da natureza e à diminuição das agressões causadas pelas atividades econômicas. Para colocar isso em prática, governo e grandes empresas devem assumir um compromisso de cooperação mútua. Estas devem devolver para a sociedade algo além dos produtos e serviços e, com isso, garantir a qualidade de vida de seus consumidores, clientes e usuários de uma forma mais ampla. As linhas de produção, os produtos desenvolvidos, a emissão de dejetos, as fontes de energia e muitos outros itens devem contribuir para a continuidade das riquezas naturais, ou, pelo menos, para a não-agressão. O governo, por sua vez, pode oferecer incentivos fiscais às empresas que realmente se engajarem na proteção ao meio-ambiente.
Responsabilidade social seria um conjunto de medidas que podem e devem ser tomadas por toda a sociedade para colaborar na manutenção da preservação da natureza e de tudo aquilo que possa gerar bem-estar social. Dentre outras medidas, a população pode, por exemplo, economizar água e energia elétrica; evitar o consumo de produtos que possuam gás CFC em sua fórmula; separar o lixo reciclável; não jogar lixo nas ruas; utilizar produtos e serviços de empresas que tenham responsabilidade social; boicotar produtos de empresas irresponsáveis; não fazer queimadas; não soltar balões; dar preferência a transportes coletivos, diminuindo o volume de carros particulares nas ruas e regular seus carros para que emitam menos gases poluentes.
Os cuidados com a preservação da natureza devem ser uma preocupação de todos. Os discursos não têm poder de mudar a realidade, somente a mudança de comportamento pode reverter o quadro de destruição gradativa do ar, das águas e do solo. Os meios de comunicação e o governo têm a responsabilidade de conscientizar a população e esta precisa assumir uma postura ativa para salvar o planeta de ser destruído por mãos humanas.
A natureza demora muito tempo para se livrar dos problemas causados pela poluição, por isso, deve-se assumir uma postura responsável para que, pelo menos, o quadro se estabilize. Deve-se deixar para as futuras gerações um planeta mais bonito e rico do que o que encontramos. A responsabilidade social pode salvar o planeta e todos os que precisam dele para viver.
Por meio deste texto, tenta-se descrever os conceitos de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável e sugerir estratégias que toda a sociedade pode adotar para, em conjunto, reverter o quadro de destruição do planeta e o comprometimento da qualidade de vida das gerações futuras.
A busca por desenvolvimento, poder e bem-estar não pode deixar de lado a relação de dependência que se tem com o planeta, que é a grande casa da humanidade. A Terra é viva e possui seus próprios ciclos de regeneração. Por mais que a tecnologia se desenvolva e que o conceito de certo e errado se transforme, não se pode alterar o que foi criado pela natureza. O consumismo desenfreado e o desejo de acumular riquezas não podem ser uma justificativa para a utilização mal planejada dos recursos naturais e destruição daquilo que não foi construído por mãos humanas.
Salvar o planeta é dever de todos, governos, empresários e cidadãos. Não se deve esperar que o outro comece as mudanças, mas cada um deve fazer aquilo que é esperado de quem realmente se preocupa com o futuro de toda a sociedade
Pode-se compreender desenvolvimento sustentável como um modelo econômico que consiga unir riqueza, bem-estar social e ações que visem à preservação da natureza e à diminuição das agressões causadas pelas atividades econômicas. Para colocar isso em prática, governo e grandes empresas devem assumir um compromisso de cooperação mútua. Estas devem devolver para a sociedade algo além dos produtos e serviços e, com isso, garantir a qualidade de vida de seus consumidores, clientes e usuários de uma forma mais ampla. As linhas de produção, os produtos desenvolvidos, a emissão de dejetos, as fontes de energia e muitos outros itens devem contribuir para a continuidade das riquezas naturais, ou, pelo menos, para a não-agressão. O governo, por sua vez, pode oferecer incentivos fiscais às empresas que realmente se engajarem na proteção ao meio-ambiente.
Responsabilidade social seria um conjunto de medidas que podem e devem ser tomadas por toda a sociedade para colaborar na manutenção da preservação da natureza e de tudo aquilo que possa gerar bem-estar social. Dentre outras medidas, a população pode, por exemplo, economizar água e energia elétrica; evitar o consumo de produtos que possuam gás CFC em sua fórmula; separar o lixo reciclável; não jogar lixo nas ruas; utilizar produtos e serviços de empresas que tenham responsabilidade social; boicotar produtos de empresas irresponsáveis; não fazer queimadas; não soltar balões; dar preferência a transportes coletivos, diminuindo o volume de carros particulares nas ruas e regular seus carros para que emitam menos gases poluentes.
Os cuidados com a preservação da natureza devem ser uma preocupação de todos. Os discursos não têm poder de mudar a realidade, somente a mudança de comportamento pode reverter o quadro de destruição gradativa do ar, das águas e do solo. Os meios de comunicação e o governo têm a responsabilidade de conscientizar a população e esta precisa assumir uma postura ativa para salvar o planeta de ser destruído por mãos humanas.
A natureza demora muito tempo para se livrar dos problemas causados pela poluição, por isso, deve-se assumir uma postura responsável para que, pelo menos, o quadro se estabilize. Deve-se deixar para as futuras gerações um planeta mais bonito e rico do que o que encontramos. A responsabilidade social pode salvar o planeta e todos os que precisam dele para viver.
sábado, 17 de maio de 2008
(Dis)Organized People
“I didn’t remember where my keys are.” “Oh, I’m so sorry. I forget the meeting scheduled with you.” “Please, help me. I can’t solve it on time.”
Probably you constantly hear these phrases above. They are common in disorganized people’s mouth. I know nobody is disorganized purposely, but it is impossible to be organized without determination, persistence and intention. If you identified yourself with these phrases, I invite you to pay more attention to your appointments because I need some companionship. Being organized and not miss your engagements is to be trustful and consequently happier.
I admire people who have all appointments written in the agenda and do everything in time. These people are always early. They sometimes remember phone numbers, addresses and birthday dates by heart. Oh my goodness! I must be like that, but it is a little difficult. Why these qualities are not sold in supermarkets?
I have tried to have an agenda. I wrote things and forgot to open the agenda to read what was scheduled. Then I have tried to remember by heart and I failed once more. Nowadays I write my appointments in a piece of paper and fasten it on my keys. It sounds funny, but it is the way that I have found to not forget agreements and tasks.
There is no a special way to be organized, each one must find their suitable way. Maybe we are not the latest neither the most forgetful, but in spite of it, we can improve our way of life and change little things to organize the time.
Probably you constantly hear these phrases above. They are common in disorganized people’s mouth. I know nobody is disorganized purposely, but it is impossible to be organized without determination, persistence and intention. If you identified yourself with these phrases, I invite you to pay more attention to your appointments because I need some companionship. Being organized and not miss your engagements is to be trustful and consequently happier.
I admire people who have all appointments written in the agenda and do everything in time. These people are always early. They sometimes remember phone numbers, addresses and birthday dates by heart. Oh my goodness! I must be like that, but it is a little difficult. Why these qualities are not sold in supermarkets?
I have tried to have an agenda. I wrote things and forgot to open the agenda to read what was scheduled. Then I have tried to remember by heart and I failed once more. Nowadays I write my appointments in a piece of paper and fasten it on my keys. It sounds funny, but it is the way that I have found to not forget agreements and tasks.
There is no a special way to be organized, each one must find their suitable way. Maybe we are not the latest neither the most forgetful, but in spite of it, we can improve our way of life and change little things to organize the time.
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